[Resumo Livro] Educação para o século XXI



Universidade São Marcos 


Curso:                  Pedagogia (Semestre: 5°)
Aluno:                  Celso Ferreira dos Santos
Matéria:               Gestão Educacional


Resumo do livro
A educação para o século XXI


Introdução


O livro de [1]Jaques Delors mostra de forma direta os vários problemas que ocorrem na área educacional, ele mostra palestras de vários especialistas, na área da educação e aborda temas e problemas de maior relevância.
Este livro traz uma série de questões – problemas – novos e antigos e procura dar uma diretriz do que é preciso fazer para mudar os parâmetros da educação no mundo.
O autor relacionou os assuntos de forma elucidar o leitor sobre os aspectos da educação, desde sua visão e centralização  e conceitualização ate os recursos e meios para empregá-la.
O autor divide seu livro em Quatro partes,  com o objetivo de                                                                                                                                mostrar as variedades de problemas e soluções para a educação em caráter mundial, e mostrar as várias soluções propostas para o tema.





















A educação para o século XXI
1ª parte: Visões e prospectivas     (pg59 a 154)
Na primeira parte do livro ele coloca trabalho de quatro autores que falam sobre as prospectivas da educação para o presente século e aborda como um dos temas centrais a educação como formador do cidadão, sua posição quanto ao planeta e seus recursos naturais, BLONDEL, Daniele ; Diretora do Instituto de Pesquisa e de Informação Socioeconômica, da Universidade de Paris diz:
[2]“abordo o tema de que a educação tem por objetivo preparar o jovem para o mundo do trabalho"
Philip hugles, professor da Universidade Nacional da Austrália, afirma que os países desejam formar uma população mais competente (pag38), porem aponta que os jovens apesar de apresentarem capacidades físicas melhores, são mais propensos as drogas e ao álcool (pag39), O que por sua vez causa uma evasão da escola, segundo ele para que a educação seja eficaz deve proporcionar bases de modo que todos adquiram as competências individuais e especialidades de que necessitam

                     
2ª parte: Políticas educacionais
É abordada como foco,  as políticas educacionais, o autor relacionou temas polêmicos, que vão desde os recursos financeiros ate o fator humano, abordando aspectos metodológicos e também de desenvolvimento tecnológico, segundo [3]TEDESCO, Juan Carlos  (pg69), é preciso que os governos entendam que a políticas educacionais, são feitas para  serem aplicadas a longo prazo e que é preciso também pensar em todos os problemas e transformações que poderão ocorrer em relação ao país,
Os governos dizem que uma das principais causas dos índices baixos da educação é a falta de recursos, contudo, em uma visão mundial ate os países com maior numero de recursos tiveram um baixo aproveitamento (pag. 61).  Para [4]PEANO Serge, a escolarização e os gastos com educação são repartidos de forma desigual no mundo, os países industrializados representam 88% dos gastos públicos aplicados em educação, porem apenas 25% do numero de alunos inscritos nos ciclos pré escolar.
[5]BRAI Mark (Cap. 7), expõe 4 formas de privatização  da educação (pag.  82/83),  transferência de propriedade das escolas publicas , deslocamento do equilíbrio setorial, aumento  do financiamento e da ajuda as escolas publicas, no entretanto ele expõe 4 tipo de escolas existentes:
A escola de elite (pag. 88), a escola comum, a escola de segunda oportunidade e a escola de recuperação, entretanto ele afirma que isso traz resultados e problemas, por um lado temos como pontos positivos:
a eficiência, pois a educação faz com que as escolas tendam a ser melhores (pag. 93)
a responsabilidade, por ser uma educação paga os pais cobram da escola melhor desempenho em seus programas educacionais (pag. 94)
a diversidade, a escola precisa atrair sua clientela e para isso oferece programas com maior  abrangência, como esportes musicas....
o acesso,  O numero de vagas é o mesmo (pag. 94)
a equidade, sua dimensão fundamental e de ordem socioeconômica.
Por outro, tal sistema gera algumas conseqüências políticas como:
Definir a forma de classificação nas escolas
Definir os termos da privatização e quais os objetivos que se desejam alcançar
[6]MILLER Errol, professor da Universidade West Índia (Jamaica), aborda no Cap. 8 a forma educacional dos países das Antilhas, segundo ele em países como Jamaica e Trinidad a educação é uma das formas da população ascender socialmente, neste lugar do mundo a elite sempre foi minoria (pag.107), com isso o autor trabalha a duabilidade entre sociedade e educação.  Para MILLER, em toda a região, a educação pré-escolar é assegurada no âmbito de uma parceria em que os governos ocupam um papel secundário (pag. 110).
Nas Antilhas o ensino da língua  materna é política oficial, pois as crianças em sua maioria  não fala o idioma  em que serão educados pois existem vários diletos diferentes, a educação não-formal também tem prioridade. (pag. 111).
No Cap. 9  (pag.121), [7]BERTRAND Oliver, traça uma linha comparativa entre a educação e o trabalho entre a preparação para a vida e o mundo profissional, para ele a educação contribui  para produção  e para o crescimento tanto do indivíduo como da sociedade, com o aumento do conhecimento (pag. 121)e da produtividade.
BERTRAND analisa vários trabalhos e procura saber se existe alguma estrutura, ou educação, que seja ligada  ao nível de eficácia com desenvolvimento econômico (pg. 123), e relata que nos países industrializados, os trabalhadores privilegiam mais atitudes comportamentais que conhecimentos técnicos (pag. 125), prioriza-se a mão de obra abrindo parecerias entre escolas e universidades (pag. 138)
[8]SAMMAM Neusa L. analisa a educação e sua contribuição para a natalidade e desenvolvimento infantil, para SAMMAM a educação é medida segundo o tempo de escolarização. A educação faz com que o povo mais instruído tome maiores cuidados na área da saúde, isso faz com que haja um maior controle da natalidade e diminui  o numero da mortalidade infantil (pag.146), com isso as mulheres passam a planejar melhor suas famílias(pag.149).

3ª parte    Diversos aspectos do processo educacional
O autor aborda alguns periódicos  focados no processo educacional (153 a 221), seu currículo, estrutura, aperfeiçoamento do corpo docente. Cap. 11, [9]ORDONEZ, fala a respeito do acesso a educação fundamental e diz que ela não deve ser vista apenas como um direito fundamental, mas também como instrumento de desenvolvimento social e econômico, que deve ser empregada como um engajamento de governo, organizações internacionais e ONGs.
O acesso a educação deve ser facilitado e aprimorado e o ensino aprimorado visando suprir as necessidades do cidadão melhorando a qualidade do ensino, precisamos  nos apoiar em uma educação fundamental renovada diminuindo o numero de alunos por classe.
[10]PAIR Claude, traça no Cap. 13 uma analise histórica entre a sociedade sua evolução e as habilidades adquiridas durante a vida do individuo e a divisão  política social. De acordo com PAIR o crescimento econômico e a diversificação dos empregos permitem uma mobilidade social  sem precedentes, ou seja, formação geral e formação profissional podem ser consecutivas ou parcialmente simultâneas a formação deve preparar o homem para o trabalho e as novas transformações  que podem acontecer do ambiente corporativo.
No Cap 14 é abordado o ensino superior, sua missão, organização e financiamento, [11]BLONDEL Daniel, mostra que o ensino superior deve ocupar um papel importante no desenvolvimento das sociedades, pois, com o passar do tempo, o trabalho braçal será substituído por maquinas e terá grande valia o capital intelectual..
Com isto o ensino superior tem que abranger três valores prioritários, são eles:
Pesquisa, cultura e  formação professores.
É preciso investir no ensino superior  e garantir melhor remuneração para os professores, a fim de que a qualidade de ensino não sofra percas
Cap, 15 - [12]BELANGER Paulo, discursa sobre os diversos modelos de sociedades educacionais em gestão, para ele o as reflexões sobre isso esta centrada em três temas, a transformação das relações, a educação de adultos e a economia política, segundo BELANGER a educação se dá por toda a vida, muitos não conseguem suprir as exigências  básicas para prosseguir sua formação e é conhecido na maioria dos países desenvolvidos como analfabetismo funcional.
Para BELANGER as políticas e projetos não podem ser meramente educacionais, não se pode ignorar o poder difuso da cultura, dos meios urbanos e rurais nem ignorar as mídias , outras industrias culturais e biblioteca pois tudo isso colaboram para a formação do individuo, existe uma crise de empregos que cria um efeito domino que afetara a forma de lazer e leva a uma forma de atividade de sobrevivência, conseguindo fazer com que o individuo tenha melhores condições de vida aumentasse a estimativa de vida e com isso a sociedade se torna então mais educativa dando ênfase a educação informal.
A rentabilidade e a necessidade de investir tanto na formação posterior quanto na formação inicial são cada vez mais reconhecidas.
No cap. 16 dois autores [13]LEPELTAK Jan e [14]VERLINDEM Claire; apontam os problemas e novas perspectivas na era da informação. Os autores fazem um resgate histórico dos meios de informação e dão ênfase as novas tecnologias como fonte de informação, eles apresentam uma visão  panorâmica das novas tendências tecnológicas e sua situação em caráter mundial. É enfatizado neste capitulo a introdução de um estudo COMPED, ( computadores para a educação) e a mídia digital e seu impacto na educação como também a implantação dos computadores na educação e qual foi sua aceitação  no ensino fundamental e médio; nos últimos 15 anos.
Eles estudam os impactos em três etapas:
Macroanalítico – mundialmente
Mesoanalítico – em termo de organização escolar
Microanalítico – na sala de aula
A educação e as novas tecnologias da informação e comunicação (cap. 16).
[15]HANCOK Alan, aborda sob dois pontos distintos as tecnologias modernas e seu impacto na educação, ele discursa que as novas tecnologias estão ao nosso dispor e cabe ao educador usar esses recursos e o apoio que elas podem oferecer, como alcance de números de educandos, riqueza de ilustração, criatividade e mesclar com outras formas de mídia e recursos educacionais focando a ilustração e a visualização, é preciso tomar posse dos novos recursos e passar da teoria a prática, o autor aborda como relacionar as inovações tecnológicas e a demanda crescente de informação e transformar essa informação em conhecimento.
Parte 4 –Relatos
A escola na encruzilhada; [16]BISAILLON Robert, aborda que  a escola hoje se coloca como instituição inerte e que precisa ser reformulada em sua vigência educacional e função, a escola hoje tem dificuldade de situar-se como instituição e realizar seu papel de formadora de opinião, para um dos fatores que constituem êxito a aprendizagem é a adaptação da pedagogia a comunidade de entorno, ou seja a realidade do aluno e a diversidade de meios de aprendizagem, e que o professor continua sendo o ator principal e deve ser valorizado. Para haver mudança deve haver comprometimento desde os criadores das políticas educacionais, diretores e professores.
[17]DELACOTE Goery, fala sobre a aprendizagem interativa, para ele é necessária uma autonomia dos estabelecimentos de ensino com o objetivo de haver uma transformação e organização dessas instituições com melhoria da qualidade de ensino e dando meios para que todos possam lutar por melhores oportunidades. O autor faz uma analogia entre as formas de ensino nos EUA ( estados Unidos da America) e França.
Cap. 20, Descompartimentar a ciência, [18](GROSS François)
O autor abordou a ciência e sua mistificação como matéria de desenvolvimento e expôs que o ensino da ciência deveria ser introduzido desde cedo, GROSS, mostra que muitas das vezes por causa do vários conflitos mundiais tivemos um ensino tecnicista e a ciência tem mudada assim seu real valos que é de formar o raciocínio lógico do individuo, muitas das vezes empresas retém a informação de novas tecnologias com a intenção de patenteá-las e impedir o usos dessas tecnologias, sem falar na concorrência das indústrias farmacêuticas.
Cap. 21 -  Colocar a ciência ao alcance de todos.
Para [19]NARLIKAR V. Jayant, devemos fazer com que a criança tenha interesse pela ciência e incentivar a curiosidade dos pequenos pela natureza e não reprimi-la, em segundo plano deveríamos apresentar a criança os fenômenos naturais e introduzir lentamente uma dimensão matemática ligada a idéia dos fenômenos naturais de modo quantitativo, mostrando que esse fenômenos tem um caráter previsível, quando se colocam a disposição esses conhecimentos a criança percebe que a ciência tem um papel importante em sua formação.
Para NARLIKAR é importante também aprender como a ciência se desenvolveu a fazer um resgate histórico  entre teoria e experimentação, já no ensino superior deve-se dar acesso para que o aluno possa pesquisar e estreitar os laços entre alunos e professore para que o aluno tenha liberdade de perguntar e defender suas idéias pessoais, para o autor é importante que o aluno compreenda o papel da pesquisa fundamental. Segundo ele se analisarmos os aspectos científicos veremos que ainda há muito para ser feito.
Cap. 22 – O multiculturalismo e a educação. [20](HEPBURN, Mary)
A autor a fala sobre a educação multicultural, como interpretá-la e como fazer com que o professor possa adotar bons princípios de educação multicultural, a educação tem por objetivo ressaltar os valores cívicos de um povo.
A língua materna é um dos melhores meios de assegurar à compreensão transcultural, a aprendizagem de uma língua só deve ser iniciada guando o educando dominar a sua língua natal.
A televisão segundo HEPBURN, tem efeitos positivos pois ajuda com meio de informação a difundir a língua materna, porem também tem seu papel negativo pois faz com que o individuo tenha aceso a informação de meios de consumo que ele não pode obter, existe uma glorificação das coisas e cria um verdadeiro abismo entre ele a a realidade.
Os professores são a chave, a formação dos professore quanto a língua deve levar em consideração a análise critica e resolução de conflitos.
Cap. 23 Ensino da historia e da cidadania.
Neste capitulo a autor [21](REMOND, René), ressaltou que é preciso submeter a história a outras finalidades que não seja a própria história, respeitando a autonomia intelectual no ensino. A história pode contribuir para que analisemos de forma concreta o que e o homem vivendo em sociedade, pois ela mostra a incapacidade humana de superar seus conflitos e serve para nortear as ações das gerações futuras.
É preciso ressaltar que homens e mulheres fizeram a história sem nem mesmo saber o que estavam fazendo ou se dar conta que seus atos poderiam desencadear uma série de eventos, nossa sociedade tão complexa e evoluída é resultado de uma longa história humana cheia de erros e acertos, a passagem de uma situação de violência a um estado de direito é resultado de uma historia.
O historiador não pode julgar os fatos da história e sim citá-los de maneira imparcial com o objetivo de transmitir os fatos, os professores ao fazer uso da historia não podem ter o caráter de juízes, eles devem tirar da historia os ensinamentos que ela comporta.
Se a intuição educacional essa formação ao professores revela uma carência, pois descuida não apenas de formar cidadões, mas também de desenvolver nos indivíduos capacidades e aptidões, que fazem parte de sua personalidade.  
                    


Bibliografia

[1]DELORS Jacques (org.) Presidente da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI UNESCO

2 Citado por BLONDEL Daniele - trabalho e sociedade URA CNRS, Universidade de Paris-Dauphine (França)

3 TEDESCO Juan Carlos – Diretor da Agência Internacional de Educação, Genebra (Suíça) 

4 PÉANO Serge – Especialista do programa Instituto Internacional de Planejamento da Educação (França)

5 BRAY Mark – Professor e diretor do Centro de Pesquisa Comparativa em Educação Universidade de Hong Kong

6MILLER Errol, professor da Universidade West Índia (Jamaica)

7 BERTRAND Oliver – Pesquisador associado do Centro de Estudos e Pesquisas em Qualificações
 (CEREQ), Paris  (França)

8 SAMMAN L. Mouna – Especialista do Programa de Educação e Informação da População para o Desenvolvimento Humano (ED/EPD) UNESCO, Paris (França)

9 ORDONEZ M. Victor – Diretor, UNESCO – Bangkok (Tailândia)

10 PAIR Claude Professor Universitário, Instituto Politécnico de Lorraine, Nancy (França)

11 BLONDEL Daniele - trabalho e sociedade URA CNRS, Universidade de Paris-Dauphine (França)

12 BELANGER Paul – Diretor do Instituto  da UNESCO para a Educação (IUE), Hamburgo (Alemanha)

13 LEPELTAK Jan – Instituto Nacional para a Elaboração de Programas de Estudos (SLO), Ensschede (Países Baixos)

14 VERLINDEN Claire Sindicato Geral do Pessoal Docente (ABOP), Amsterdã (Países Baixos)

15 HANCOOK Alan – Ex-diretor do Programa para o Desenvolvimento da Europa Central e Oriental (PROCEED), UNESCO, Paris (França)

16 BISAILLON Robert – Presidente do Conselho Superior da Educação do Québec, (Canadá)

17 DELACÔTE Goery – Diretor Executivo, Exploratorium San Francisco

18 GROS François, Secretário vitalício da Academia de Ciências, Paris (França)

19 NARLIKAR V. Jayant – Diretor do Centro Internacional de Educação, Genebra (Suíça)

20 HEPBURN, Mary A. – Professora e diretora da Divisão de Educação Instituto Vinson do Governo, Universidade  da Geórgia (Estados Unidos)

21 RÉMOND, René Presidente da Fundação Nacional



[1] DELORS Jacques (org.) Presidente da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI UNESCO

[2] Citado por BLONDEL Daniele - trabalho e sociedade URA CNRS, Universidade de Paris-Dauphine (França)
[3] TEDESCO Juan Carlos – Diretor da Agência Internacional de Educação, Genebra (Suíça) 
[4] PÉANO Serge – Especialista do programa Instituto Internacional de Planejamento da Educação (França)
[5] BRAY Mark – Professor e diretor do Centro de Pesquisa Comparativa em Educação Universidade de Hong Kong
[6] MILLER Errol, professor da Univerdidade West India (Jamaica)
[7] BERTRAND Oliver – Pesquisador associado do Centro de Estudos e Pesquisas em Qualificações (CEREQ), Paris  (França)
[8] SAMMAN L. Mouna – Especialista do Programa de Educação e Informação da População para o Desenvolvimento Humano (ED/EPD) UNESCO, Paris (França)
[9] ORDONEZ M. Victor – Diretor, UNESCO – Bangkok (Tailândia)
[10] PAIR Claude Professor Universitário, Instituto Politécnico de Lorraine, Nancy (França)

[11] BLONDEL Daniele - trabalho e sociedade URA CNRS, Universidade de Paris-Dauphine (França)
[12] BELANGER Paul – Diretor do Instituto  da UNESCO para a Educação (IUE), Hamburgo (Alemanha)
[13] LEPELTAK Jan – Instituto Nacional para a Elaboração de Programas de Estudos (SLO), Ensschede (Países Baixos)
[14] VERLINDEN Claire Sindicato Geral do Pessoal Docente (ABOP), Amsterdã (Países Baixos)
[15] HANCOOK Alan – Ex-diretor do Programa para o Desenvolvimento da Europa Central e Oriental (PROCEED), UNESCO, Paris (França)
[16] BISAILLON Robert – Presidente do Conselho Superior da Educação do Québec, (Canadá)
[17] DELACÔTE Goery – Diretor Executivo, Exploratorium San Francisco
[18] GROS François, Secretário vitalício da Academia de Ciências, Paris (França)
[19] NARLIKAR V. Jayant – Diretor do Centro Internacional de Educação, Genebra (Suíça)
[20] HEPBURN, Mary A. – Professora e diretora da Divisão de Educação Instituto Vinson do Governo, Universidade  da Geórgia (Estados Unidos)
[21] RÉMOND, René Presidente da Fundação Nacional de Ciências Políticas, Paris (França)

Obs.: Caso use o artigo acima por favor citar a fonte.

Celso F. Santos. 

Reflexões - Frases poéticas

Educação Inclusiva Autismo



Universidade São Marcos

Educação Inclusiva
Autismo 


Inclusão na educação Brasileira






Não se pode falar em inclusão, sem lembrar ao menos um pouco, da parte legal que a envolve. Precisamos relembrar as conquista feitas na educação desde à época do Brasil – Império, foi na Constituição outorgada de 1824, que foi consagrado o direito à educação para todos os Brasileiros. Tendo esse direito se mantido nas Constituições de 1934, 1937 e 1946. Tendo ainda em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, onde se afirma o princípio da não discriminação e proclama o direito de toda pessoa à educação.
Com a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais em 1997, onde se aborda a diversidade, temos no tocante à Adaptação Curricular a clara necessidade de adequarem objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, de forma a atender as peculiaridades dos alunos. Temos numa abordagem geral, o tema Interação e Cooperação, onde um dos objetivos da educação escolar é que os alunos, aprendam a conviver em grupos, valorizando sua contribuição, respeitando suas características e limitações, e de forma mais específica, as Adaptações Curriculares Estratégias para Educação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais.
Porém com todas essas leis, adaptações, estabelecimento de parâmetros e tantas outras ações pensadas e elaboradas, é ainda muito pouco o que se oferece, na prática nos deparamos com obstáculos de toda ordem, principalmente quando pensamos nessas questões em relação ao aluno portador de autismo e outros transtornos evasivos do desenvolvimento. Quem está preparado para receber nossas crianças autistas? Quem conhece, ao menos um pouco, do que é ser autista? Ou ainda, quem conhece o autismo? Que criança poderá ser incluída? E o que será oferecido às que não puder ser?


Algumas orientações para professores e educadores.
É importante que o professor verifique com alguma freqüência que o aluno esteja acompanhando o assunto da aula.
Além disto, é aconselhável, que este aluno:

1 Sente o mais próximo possível do professor
2 Seja requisitado como ajudante do professor algumas vezes
3 Seja estimulado a trabalhar em grupo e a aprender a esperar a vez.
4 Aprenda a pedir ajuda

Enfim o educador deve considerar o nível de desenvolvimento do aluno por meio de uma avaliação nas áreas da linguagem, cuidados pessoais, socialização e coordenação motora. Depois dessas observações, o professor terá subsídios para elaboração do plano individual de ensino, currículo e formas de avaliação por portfólio e análise qualitativa do desenvolvimento.
Esses procedimentos deverão contemplar o plano político pedagógico da escola, não sendo uma ação isolada do professor.
      A inclusão de alunos com autismo
A professora que tem em sua sala de aula inclusiva um aluno com autismo pode desenvolver atividades, sempre respeitando suas potencialidades e limites. O importante é fazer com que o aluno consiga:
·        Socializar – se ( responder e imitar gestos, atender comandos simples, reconhecer e apontar objetos e figuras, emitir palavras isoladas, designando necessidades, dizer seu próprio nome.
·        Ter cuidados especiais ( alimentar - se ) mastigar e engolir corretamente; fazer uso do banheiro adequadamente.
·        Adquirir cognição ( procurar objetos que estejam fora da sua linha de visão; folhear livros, revistas, gravuras, desenhos e escrever seu próprio nome.
·        Realizar atividades motoras ( arremessar objetos, dos pontapés numa bola, por exemplo, dominar os movimentos e a coordenação de vários membros alternadamente,   dançar ou cantar. Realizar movimentos coordenadas de mão e dedos.


Entrevista com mãe de aluno autista

Sra. Joelma Barros da Silva
Alunos da Universidade São Marcos

Conhecemos a sra. Joelma em uma dos programas de ajuda social da prefeitura de São Paulo e ao conversarmos com ela ficou feliz em  ajudar na elaboração deste trabalho


AUSM -  Joelma como e quando você descobriu que o seu filho tinha essa deficiência o autismo?

Tive uma gravidez tranqüila e mesmo após o nascimento meu filho não apresentava nenhum sintoma do autismo; so reparei nesta mudança quando ele tinha um pouco mais  de 2 anos de idade notei que seu desenvolvimento não era igual o dos outro meninos, no principio achei que ele sofresse de um retardo mental; o levei ao medico e ele constatou que ele era autista

AUSM – Qual foi sua primeira reação ao receber o diagnostico médico?

No momento em que soube isso do medico, foi como se meu mundo desabasse, pensei o porquê isso aconteceu comigo e me sentia culpada como se tudo dependesse de mim, porem, o amor de mãe falava mais forte e disse a mim mesma, não vou abandonar meu filho por nada .

AUSM – Foi fácil pra você conseguir vaga na rede publica de ensino?

Na verdade não, em primeira mão, tentei ver uma vaga na APAE,  próxima ao hospital São Paulo, porem não tive êxito, consegui uma vaga na APAE de São Bernardo do Campo, como não tinha dinheiro pra condução ia de manha e ficava esperando meu filho o dia todo, isso se repetiu varias vezes pois  nessa época eu não tinha como pagar varias passagens por dia. E só podia tinha a gratuidade se meu filho estivesse comigo.

AUSM - E como você conseguiu uma vaga no na rede publica de ensino? “CIEJA”?

Tive de permanecer muito tempo fazendo tratamento em São Bernardo do Campo e só consegui este ano a inclusão de meu filho na rede publica de ensino, esse processo demorou cerca de aproximadamente 8 anos pois agora com  ele esta com 14 anos.

AUSM -  Como você entende a inclusão social do autista na rede publica?

A inclusão é muito importante pois ajuda no tratamento e no convívio dele com os outros, ele tem melhorado muito com o convívio com outras pessoas.



Entrevista com a Professora Leny  Camargo de Campos.
CIEJA – Centro de educação de jovens e adultos

Ela ministra aulas há 28 anos e a 5 trabalha com educação inclusiva, ela nos passa um  pouco do seu dia a dia em sala de aula e de como trata com os alunos “especiais e normais”
Ela trabalha com 20 alunos dentre os quais 10 são normais e 10 especiais, sua classe e mista e tem portadores de varias necessidades especiais,   

Prof. Leny em sua opinião existe inclusão para o aluno portador de necessidades especiais e se houver; como você a avalia?

Prof. Leny:  Posso falar de minha realidade e posso dizer que a educação inclusiva apesar de ser difundida na rede publica em muitos lugares não existe pois a escola não se vê preparada para isso, porem aqui no CEJAI estamos abertos a todo tipo de realidade, desenvolvemos um trabalho com toda a classe de forma que todos sejam alcançados, a maioria dos alunos daqui vem por indicação e temos todo um projeto diferenciado para atende-los.


Você possuía algum treinamento especifico para trabalhar com alunos especiais?

Prof. Leny: Não. Na verdade tive uma tremenda dificuldade, pois minha primeira experiência foram com 8 alunos especiais e com especialidades diferentes, tive de aprender a entender a realidade deles e a criar métodos de alcançá-los, haja vista que mesmo querendo criar algo diferenciado para eles muitos querem fazer o que os outros fazem       


Em relação ao material Pedagógico empregado para a educação do aluno com necessidades especiais em especial o Leonardo que é autista a prefeitura faz o fornecimento e se faz esse material e diferenciado ou não?

Prof. Leny: Não é fornecido um material especifico, haja vista eu ter outros alunos com necessidades especiais diferentes, na maioria das vezes os professores tem de criar o seu material pedagógico, temos um armário que chamamos de Brinquedeiro onde tem muitos jogos e também preparamos materiais diferenciados.
Já solicitei junto a prefeitura o material especifico mas tal material não chega em nossas mãos, não temos nenhum retorno, apesar de muitos alunos virem por indicação da APAE e outras entidades eles as vezes eles acompanham o trabalho que nós efetuamos mas não dão nenhum apoio pedagógico eles vêem mais para “vistoriar”, e não para acrescentar nada de concreto ao trabalhos realizados.

Como é o Leonardo em sala de aula e no tratar com os amigos e a escola?

Prof. Leny: O Leonardo não sai de sua casa pra nada, na semana passada tivemos um evento extra classe, apenas com os alunos especiais,  esses alunos foram levados ao cinema, eu estava querendo muito que ele fosse pois queria ver a sua reação.
Ele não pode ir porque estava com conjuntivite.
Ele não conversa  apenas repete o que houve mas sei que ele entende pois nas vezes que ele faz algo errado eu digo vou falar pra sua mãe! Ele não repete, responde falar pra mãe não.
Uma vez ele começou a soltar gases bem alto e dava gargalhadas e gritava após isso “PORCO”,  isso aconteceu varias vezes e atrapalhava o andamento da aula, tive de ser um pouco dura.
Ele parou de fazer isso.
Tem dia que ele ri muito.
Tem dia que esta bem
Tem dia em que esta elétrico, outro dia ele começou a apontar os lápis e só parou quando não tinha mais nenhum lápis.


Como a família do Leonardo ajuda na inclusão social do aluno?

Prof. Leny: A mãe queria que ele fosse para o EMEI porem eu conversei com ela e disse que ele deveria estar aqui pois em uma EMEI ele iria ser ridicularizado pois apesar de ter a idade mental de uma criança de 4 anos ele tem 14 anos é um adolescente e precisa estudar com alunos que tenham a mesma faixa etária dele, esta escola atende jovens que por um motivo ou outro foram não conseguiram continuar seus estudos nas demais escolas da rede publica, seja defit de aprendizado, ou pelo motivo de sua idade ser incompatível com outras crianças, são incluídas aqui, tanto que funcionamos no prédio de um antigo sacolão que foi adaptado pra hoje ser a nossa escola.

Como você avalia o desempenho do Leonardo?

Prof. Leny:  Não há como avalia-lo de forma comum ou da maneira escrita, procuro avaliar seu crescimento diário, hoje sei que ele conhece as letras, dei uma atividade onde foi dado desenhos e letras e ele conseguiu associar isso, vejo então que ele tem capacidade de aprender a ler e escrever, o processo será demorado mas ele consegue. Já consegui o fazer escrever o nome, é um grande progresso.
Dei um trabalho em papel quadriculado para trabalhar as seqüências de cores, os alunos deveriam pintar um quadrado e outro não, ele não conseguiu pintar todo o quadrado mas  fez um circulo nos quadros da maneira certa.
Pedi que fizessem um desenho ele conseguiu fazer mas não soube explicar o que era.
Ele sempre vem cheiroso, e é muito carinhoso.
Ele sempre mantém sua carteira limpa, porem um dia ele derramou o suco que estava tomando na carteira um outro aluno também especial pegou papel limpou a carteira e jogou a caixa de suco dele fora, ele ainda não tinha terminado de tomar o suco, tentei dar outro a ele mas ele foi irredutível pegou o mesmo suco do lixo e tomou sujou a carteira de novo lambuzou suas mãos e quando acabou jogou a caixinha de suco fora, seu amigo levantou, pegou papel, limpou a carteira, pedi que ele fosse limpar as mãos e ele foi.
As vezes ele faz movimentos repetitivos.

Quando perguntamos  o que ela acha da profissão?

    Prof. Leny:  Amo meus alunos especiais e os normais também faço isso por amor e dedicação (abre um belo sorriso).



Kawakami Gensai





Kawakami Gensai (1834-1871), foi um dos maiores hitokiri do período Bakumatsu, no século XIX, no Japão. Diz-se que poderia ser confundido facilmente com uma garota, ainda que a sua natureza fosse oposta à sua aparência. Tinha atitudes frias, calculistas e era considerado o mais perigoso dos quatro Hitokiri.




Kawakami ficou famoso por matar, cortando Sakuma Syouzan ao meio, em plena luz do dia, usando o seu estilo de Battojutsu, chamado "Shiranui-ryu" (literalmente, "estilo Shiranui", ou "estilo do fogo fátuo") e que consistia, essencialmente em dobrar perpendicularmente a perna direita, esticando a esquerda até ficar paralela ao solo e, depois, sacar da espada. Ainda que se lhe atribuam outros assassinatos, estes aconteceram sempre com uma aura de mistério e nunca ficou esclarecido como e quando aconteceram. Depois da Restauração Meiji, e com o fim da era dos samurais, as ideias xenófobas e isolacionistas de Kawakami colidiram com as defendidas pelo governo, pelo que foi julgado sob acusações falsas e executado no quarto ano da era Meiji, em 1871.
Como na maioria das vezes em que os governantes não necessitavam mais de seus assassinos, armaram uma missão armadilha para Kawakami, resultando em sua morte.



Se inspiraram nele pra fazer o kenshin....