[Resenha] Escritores da liberdade







Escritores da liberdade


ESCRITORES DA LIBERDADE. Direção: Richard Lagravenese. Produção: Richard Lagravenese. Roteiro: Richard Lavagranese, Erin Gruwell, Freedom Writers. Elenco: Hillary Swank; Patrick Dempsey; Scott Glenn, Imelda Staunton; April Lee Hernandez; Kristin Herrera; Jacklyn Ngan; Sergio Montalvo; Jason Finn; Deance Wyatt. EUA/Alemanha, 2007. Duração: 123 min. Genero: Drama.

Resumo
O filme é baseado em fatos reais, e narra a história de Erin Gruwell, uma professora recém formada que no ano de 1994 vai lecionar literatura para a turma nº203 1º ano do 2º Grau, do Colégio Wilsom, descobre que a educação naquela escola não era como a teoria aplicada na faculdade.
A turma era heterogênea e toda a região do entorno escolar era dividida em gangues étnicas, e isso faziam com que as disputas territoriais viessem para dentro do ambiente escolar. A professora G, como também era chamada pelos alunos de sua turma, nota a indiferença que os alunos têm pelo ensino, pois para eles ela é apenas mais uma professora iniciante que não se importa com eles e tem o ensino como um mero trabalho, ela começa a utilizar as características comuns às vidas deles para lhes ensinar a matéria, fazendo com que eles se interessem um pouco mais.
Erin Gruwell leva até a direção da Escola a dificuldade encontrada em sala de aula, e também é ignorada inclusive pela direção da escola. Mais Erin não desiste, chega a sala de aula com uma proposta de trabalho que se identifica com os alunos, tenta primeiro a musica depois o conflito entre gangues atividades que acabam tocando suas consciências
Cipriano Luckesi em seu livro Avaliação da Aprendizagem Escolar, fala sobre a avaliação diagnostica, e as possibilidades que o educador pode usar para identificar potencialidades e atributos que os alunos possuem e utilizá-los no processo de aprendizagem.
A professora cria um projeto de leitura e escrita, iniciado com a leitura do livro “O Diário de Anne Frank”, em que os alunos poderão registrar em cadernos, (material comprado e doado por ela), o que quiserem sobre suas vidas, relações, interações, idéias de mundo, leituras, e diz: que se alguém quiser que ela leia o material o deixe em um armário que havia na sala; após ler o material, toma conhecimento do modo de vida dos alunos, sua história, seu cotidiano, suas lutas internas e vocabulário, ela usa isso para adentrar em temas de cunho histórico e que abordassem a violência e tensão racial em que eles vivenciavam tão bem, tal método é abordado por Paulo Freire em suas rodas de conversa, em seu Livro Pedagogia do Oprimido, FREIRE afirma que os alunos saem da condição oprimidos e iniciam no campo das possibilidades, ao lutarem pelos seus ideais, pelas suas conquistas ao enfrentarem os obstáculos, não mais com a violência, mais com o conhecimento.
Um dos temas principais tratados no filme é a valorização da educação, o diretor Richard Lagravanese, apresenta um contexto da educação existentes nos anos 90 nos EUA e que podemos notar em varias escolas brasileiras, ele aborda as dificuldades que alguns professores comprometidos com o ensino e a valorização do aluno enfrentam, tais como: falta de compromisso do corpo docente, ideologias do sistema educacional, e falta de recursos para educação.
O filme mostra uma educação voltada para o aluno e seu desenvolvimento social e problemas do entorno escolar, sobre como formar o aluno como ser pensante critico e atuante em sua sociedade. Erin Gruwell não se ocupou apenas em preencher cadernetas ou formulários, bater cartão e transmitir conteúdos pré fixados, ela foi alem, doou-se a sua causa pessoal, a melhora na qualidade ensino e nas relações entre professor e aluno, mudando a vida de todos, levando algum significado a suas existências, segundo Lawrense Stenhouse, educador inglês; tanto o professor quanto o aluno devem compartilhar a mesma linguagem e o educador não deve ter medo de aprender, para ele o educador deveria assumir o papel de aprendiz e que o ensino mais eficaz se baseia em pesquisa e descoberta, o filme apresenta cenas de discussões em sala de aula coisa e que os alunos deveriam chegar a um consenso, algo que para Lawrense deve ser o objetivo do educador.
Erin Gruwell é hoje a presidente da Freedom Writers Foundation que tem como objetivo promover publicamente e de forma sistemática uma filosofia educacional que homenageia a diversidade na sala de aula, sua pagina na internet é: http://www.freedomwritersfoundation.org.
“A educação não Transforma o mundo, educação muda as pessoas. E as pessoas Transformam o mundo” (Paulo Freire)
O livro Escritores da liberdade foi publicado em 1999.

Problemas abordados:
Socialização
Violência
Desenvolvimento escolar
Descaso do corpo docente
Ideologias sistema educacional
Conflitos Raciais
Desigualdades nas classes sociais;
Racismo;
Desemprego;
Desestrutura familiar;
Intolerância ao que é diferente;
Políticas públicas sem uma função de fato;
Exclusão social;
Políticas geradoras de sujeitos apenas com capacidade funcional

Resumo Filme: Pro dia nascer feliz





Resumo
Filme: Pro dia nascer feliz
Diretor: João Jardim
Duração 82 min.

O diretor João Jardim faz um documentário crítico onde expõe as varias faces da educação brasileira, através de relatos e depoimentos de professores e alunos, ele procura mostrar de forma direta e real os desafios e problemas, enfrentados por professores e alunos da rede publica e privada.
Abordando de maneira direta os assuntos relacionados a preparo e segurança, o diretor procura mostrar a duabilidade socioeconômica expressa de forma gritante na educação, para isso o autor mostra a dura realidade dos alunos da rede publica do interior de Pernambuco, ate a cobrança dos estudantes da classe média da região sudeste.
Em Pernambuco depoimentos de alunos mostra a dura realidade da educação com falta a de professores e desmotivação do corpo docente, os alunos e professores tem de conviver em prédios sucateados e sem infra-estrura, algo que no Brasil chega a 13.7 mil escolas, dentre as quais 1,9 mil não tem água: na região sudeste do país, em locais como Rio de Janeiro e São Paulo os problemas mais freqüentes são a falta de segurança publica e drogadição ativa na comunidade e entorno da escola, também a cobrança psicológica feita pela necessidade de ascensão social da classe media.
a obra de João Jardim revela a dificuldade que há em avaliar o complexo labor travado pelos educadores diante da imensa carência das escolas, tanto no âmbito estrutural como na falta de suporte psicológico. Chega-se à conclusão de que as escolas brasileiras estão doentes, beirando a um coma, e não há vontade política para prestar socorro ao moribundo.
O filme expõe trechos que nos fazem refletir sobre o que somos, e o que queremos, e o que faremos, para mudar o contexto da educação Brasileira.
Em Pernambuco vemos uma aluna sendo julgada pelo conteúdo de seus escritos, seus professores chegam a conclusão de que o texto produzido não é de sua autoria devido ao contexto sério e pela abordagem coesa de seus escritos.
Como acreditar que em um lugar onde nem ao menos uma escola de segundo grau existe, onde chegar a escola é uma batalha, onde o transporte de alunos é feito de forma precária, e que a evasão escolar chega a ser alarmante possa gerar texto com conteúdo tão sério.
No Rio de Janeiro e São Paulo nas comunidades carentes, os alunos ficam expostos a falta de segurança chegando ao ponto de uma aluna esfaquear a outra em plena escola e se sentir feliz por isto, tal aluna em questão, chega ao cumulo de ser irônica; dizendo que apenas adiantou sua morte, pois um dia ela iria morrer mesmo. Enquanto um outro aluno é aprovado sem nem ao menos saber o conteúdo da matéria.
Por outro lado em locais mais privilegiados os problemas são outros porem não deixam de ter maior valor, haja vista, a complexidade do assunto, os alunos de escolas particulares se vêem pressionados por professores e familiares para darem o seu melhor pois carregam em sua história um nome e um legado.
Vemos que o governo procura fazer a sua parte e que a educação tem feito alguns avanços:
O governo investe na capacitação de professores, abre vagas para a universidade com programas como o pró-uni, promove cursos extra curriculares de cultura e musica com o objetivo de retirar o jovem do contesto violento e fatídico a que esta exposto, em escolas mais bem estruturadas e escola vira ponto de encontro da comunidade, fazendo a família estar mais próxima do ambiente escolar.
O contexto geral da educação brasileira pode ser mudado, basta os governantes investirem na conservação das escolas dando ao aluno dignidade, investindo nos lugares onde há uma precariedade, não só na preparação do corpo docente, mas também na infra-estrutura básica que garanta ao aluno uma identidade de respeito, capacitar e avaliar o aluno como ser humano e não apenas como um mero numero ou estatística.
Emfim a educação brasileira em seus primórdios tinha a finalidade de escravizar e colonizar, hoje porem com os avanços tecnológico e industriais fazem, com que o ser humano seja escravo do sistema, que deseja que ele seja apenas um número, que compõe um eleitorado, sem noção alguma de suas responsabilidades.
Como educador, vejo que e preciso fazer com que a educação cumpra seu papel primordial que é o de formar um ser humano pensante e feliz, apto par tomar suas decisões e decidir sobre seu futuro e o de sua comunidade.

Celso Ferreira dos Santos