O Significado da Plenitude.



O que significa ser pleno.
segundo o dicionário Plenitude  é
s.f. Condição daquilo que está completo, 
inteiro; que se apresenta em sua totalidade 
ou integralmente: a beleza em sua plenitude.
(Etm. do latim: plenitudinis)

Sendo assim para ser pleno é preciso estar completo.
Em outras palavras só serei completo quanto ter você.
Quero que entenda amor...
Eu não quero outro sorriso, outro riso, 
muito menos outro olhar. 
Eu não quero outro colo, outro carinho, 
nem outro abraço que me acolha. 

Não quero que outras mãos afaguem minha nuca
ou que outros braços me protejam
da maldade do mundo ou de mim mesmo. 
Eu não quero outro beijo, outro cheiro, 
nem outros dedos entrelaçando os meus. 
Eu não quero outro amor, além do seu.
Eu não quero outro alguém, 

Quem foi que disse que nada é para sempre? 
com certeza não sabe o que é amar alguém 
como eu te amo
a plenitude não vem nos momentos que você deseja.
não vem quando você espera
ela acontece quando você não quer, ,
quando você tem medo ou não aceita que seja. 
Quando você foge, quando você nega, 
quando você não faz nada para torná-la verdade

As vezes esperamos que o tempo resolva, 
ai sem querer a gente perde muito tempo
em passatempos intermináveis 
tentando negar aquilo que já sabemos 
Por mais clichê que possa parecer, 
eu digo: Sou melhor porque tenho você. 
Sou feliz porque tenho você. 
Sou amor porque sou de você.

Bobeira é você pensar que existe alguém 
que eu queira mais que você.
Sou quem te cuida, mesmo longe. 
Quem te protege, mesmo ausente. 
Quem te espera, mesmo cansada. 
Quem te adora, mesmo ignorada. Quem te aceita, 
mesmo com todos os teus defeitos. 
E acima de tudo, sou quem te ama. 
Hoje e amanhã e depois e sempre.
Pois só assim entendo o que é ter
Plenitude......

Autor: Celso F. Santos

[Reflexão] QUANDO EU ME AMEI DE VERDADE




Quando me amei de verdade,
Parei de me culpar, 
pelas intempéries da vida
compreendi que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, na hora certa, 
no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... 
Auto-estima.

Quando me amei de verdade, 
pude perceber que minha angústia, 
meu sofrimento emocional, 
não passa de um sinal de que estou indo 
contra minhas verdades. 
e que nada ou ninguém pode retirar de mim 
aquilo que esta impregnado em meu DNA
Hoje sei que isso é...
Autenticidade.

Quando me amei de verdade, 
parei de desejar 
que a minha vida fosse diferente 
e comecei a ver que tudo o que acontece 
contribui para o meu crescimento.
cada erro, cada acerto, 
contribuiu para me transformar 
no ser que hoje sou
chamo isso de... 
Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, 
comecei a perceber 
como é ofensivo.. 
tentar forçar alguma situação ou
alguém apenas para realizar aquilo que desejo, 
mesmo sabendo que não é o momento ou 
que a pessoa não está preparada, 
inclusive eu mesmo.
Aprendi a esperar..
Hoje sei que o nome disso é... 
Respeito.

Quando me amei de verdade 
comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... 
Pessoas, tarefas, tudo, preceitos, tabus, dogmas   
qualquer coisa que me pusesse para baixo.
ou tentasse de alguma forma moldar-me  
De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... 
Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, 
deixei de temer o meu tempo livre 
desisti de fazer grandes planos, 
abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, 
quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... 
Simplicidade.

Quando me amei de verdade, 
desisti de querer sempre ter razão e, 
com isso, errei muitas menos vezes.
descobri a...ter domínio próprio
hoje sei que isso se chama
Humildade.

Quando me amei de verdade, 
desisti de ficar revivendo o passado 
e de preocupar com o futuro. 
Agora, me mantenho no presente, 
que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. 
porém intensamente
Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, 
percebi que minha mente 
pode me atormentar e me decepcionar. 
Mas quando a coloco a serviço do meu coração, 
ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... 
Saber viver!!!

Quando me amei de verdade
desisti de projetar nos outros 
as minhas forças e fraquezas 
e guardei-as comigo."
Quando me amei de verdade 
comecei a perceber todos os meus sentimentos, 
sem analisá-los, sentindo - os de verdade.
entendi que fazendo isso 
acontece uma coisa incrível. 
Experimente. Você vai ver

(autor Charles Chaplin - Releitura - C.F.S.

[Infográfico] O uso correto do substantivo para o ENEM ou vestibular.

Resultado de imagem para o uso ideal do substantivo

Você sabe o que é um substantivo, tem duvidas de como empregá-lo corretamente, então continue lendo o artigo e compartilhe com os amigos.

Premissa 1. Os adjetivos são variáveis para concordar com o substantivo: comício popular > comícios populares; pedra dura > pedras duras; terno cinzento > roupa cinzenta > ternos cinzentos > roupas cinzentas.

Premissa 2. Substantivo foi criado para nomear seres, e não para referir-se a outro substantivo, por isso: substantivo tem seu gênero próprio para não concordar com outro substantivo: homem, pedra, cinza.

Premissa 3. Substantivo para caracterizar outro normalmente vem precedido de preposição, com a qual forma uma locução adjetiva: homens de pedra, mulheres sem cabelo. A presença da preposição entre os dois substantivos define a independência de ambos em termos de concordância.

Fato 1. Em certos casos, motivados pela criatividade do falante, um substantivo é usado para caracterizar outro - comício(s) monstro, festa(s) monstro, terno(s) cinza - mantendo-se, com base na premissa 2, invariável. Invariável, porque, com base na mesma premissa, substantivo não é linguisticamente destinado a concordar com outro substantivo, pelo simples fato de não ter sido criado para referir-se a qualquer outro.

Fato 2. Adjetivos (variáveis) relacionados a cores [cinzento(a)(s), dourado(a)(s), rosado(a)(s), prateado(a)(s)] podem ser substituídos por substantivos, que se incluem, como extensão, no fato 1 e, portanto, são invariáveis, como se demonstra no seguinte quadro:


Subst./adjetivo *
Subst./locução adjetiva **
Subst./substantivo***
Terno(s) dourado(s)
Terno(s) de ouro
Terno(s) ouro
Homem(ns) pétreo(s)
Homem(ns) de pedra
Homem(ns) pedra
Roupa(s) cinzenta(s)
Roupa(s) da cor de cinza
Roupa(s) cinza
Meia(s) rosadas
Meia(s) da cor de rosa
Meia(s) rosa
Gravata(s) ebúrneas
Gravata(s) da cor de marfim
Gravata(s) marfim

Em que
* os adjetivos em negrito referem-se a substantivos, concordando com eles em gênero e número;
** as locuções adjetivas, em itálico, referem-se a substantivos e mantêm-se invariáveis, com eles não concordando;
*** as palavras em itálico sublinhado são substantivos em função adjetiva e mantêm-se invariáveis.

Fato 3. Do fatos 1 e 2, deduz-se que em "festas monstro" e "roupas cinza", as palavras em negrito, embora funcionem sintaticamente como adjetivos (por caracterizarem um substantivo, definindo-lhe a cor), comportam-se como substantivos, que assumem gênero e número próprio e não concordam com outro.

Fato 4. O adjetivo composto relacionado a cores pode apresentar componentes substantivos no início (rosa-claro, marfim-escuro), ou no fim (verde-garrafa, amarelo-canário), ou em ambas as posições (rosa-choque, cinza-chumbo), que permanecem invariáveis, por serem originariamente substantivos.

Fato 5. Quando o substantivo feminino (a cinza, a rosa) assume papel de adjetivo relacionado a cor, assume também o gênero masculino, resquício do neutro (o cinza, o rosa), que comanda o gênero de outros adjetivos a ele referentes. Por isso, diz-se "camisas rosa-claro, gravatas cinza-escuro", situações em que "claro" e "escuro" não concordam com os substantivos "a rosa" e "a cinza", femininos, mas, sim, com os adjetivos relacionados a cor, que se transformam em substantivos masculinos, "o rosa" e "o cinza".

Conclusão: Os adjetivos (simples ou compostos) designativos de cores ou não, se tiverem forma adjetiva, são variáveis -monstruoso(a)(s), rosado(a)(s), cinzento(a)(s) - para concordar com os substantivos a que se referem. Se assumirem forma de substantivo, são invariáveis - monstro, rosa, cinza, cinza-claro, cinza-pérola - pois não concordam com outro substantivo.

Há, contudo, gramáticos que não atentando para esses importantes detalhes, estranhamente aceitam, quando o segundo elemento for substantivo, dois plurais (verdes-abacate ou verdes-abacates, amarelos-canário ou amarelos-canários).

Orientação para prova: Primeiramente, procure a resposta que se coadune com a nossa conclusão, toda escrita em negrito. Caso não exista, pode aceitar, quando o segundo elemento for substantivo, um dos dois plurais, que consideramos estranhos. Se o edital da prova não indicar bibliografia, o examinador deverá esquivar-se desse assunto, para evitar que se anule a questão.

Finalmente, não se esqueça de que "azul-marinho" e "azul-celeste" são invariáveis e de que "surdo-mudo" varia em gênero e número, "surdos-mudos", "surdas-mudas".
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Fonte:http://www.vestcon.com.br/artigo/plural-dos-adjetivos-(simples-ou-compostos)-indicadores-cor.aspx


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CFS.>

Teoria da Sexualidade



Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade

O primeiro grande conceito desenvolvido por Freud foi o de Inconsciente, este começa seu pensamento teórico assumindo que não há nenhuma descontinuidade na vida mental. Diz que nada ocorre por acaso e, muito menos, os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação. Cada evento mental é causado pela intenção consciente ou inconsciente e é determinado pelos fatos que o precederam. Uma vez que alguns eventos mentais “pareceram” ocorrer espontaneamente, Freud começou a procurar e descrever os elos ocultos que ligavam um evento consciente a outro. Quando um pensamento ou sentimento parece não estar relacionado aos pensamentos e sentimentos que o precederam, as conexões estão no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, a aparente descontinuidade está resolvida.

Freud em suas investigações na prática clínica sobre as causas e funcionamento das neuroses, descobriu que a grande maioria de pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida dos indivíduos, isto é, na vida infantil estavam as experiências de caráter traumático, reprimidas, que se configuravam como origem dos sintomas atuais e, confirmava-se, desta forma, que as ocorrências deste período de vida deixam marcas profundas na estruturação da personalidade. As descobertas colocam a sexualidade no centro da vida psíquica e é desenvolvido o segundo conceito mais importante da teoria psicanalítica: a sexualidade infantil. Estas afirmações tiveram profundas repercussões na sociedade puritana da época pela concepção vigente de infância “inocente”.

“Os principais aspectos destas descobertas são:

1. A função sexual existe desde o princípio de vida, logo após o nascimento e não só a partir da puberdade como afirmavam as idéias dominantes.
2. O período da sexualidade é longo e complexo até chegar a sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher. Esta afirmação contrariava as idéias predominantes de que o sexo estava associado, com exclusividade a reprodução.
3. A libído, nas palavras de Freud, é a “energia dos instintos sexuais e só deles”.

Foi no “Três ensaios de sexualidade”, que Freud postulou o processo de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo encontra o prazer no próprio corpo, pois nos primeiros tempos de vida, a função sexual está intimamente ligada à sobrevivência. O corpo é erotizado, isto é, as excitações sexuais estão localizadas em partes do corpo e há um desenvolvimento progressivo também ligado as modificações das formas de gratificação e de relação com o objeto, que levou Freud a chegar nas fases do desenvolvimento sexual:

Fase oral (0 a 2 anos) – a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal. Objetivo sexual consiste na incorporação do objeto (3).

Fase anal (entre 2 a 4 anos aproximadamente) – a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de “ativo” e “passivo”, intimamente ligado ao controle dos esfíncteres (anal e uretral). Este controle é uma nova fonte de prazer.

Acontece entre 2 e 5 anos o complexo de édipo, e é em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo. No complexo de Édipo, a mãe é o objeto de desejo do menino e o pai (ou a figura masculina que represente o pai) é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado. Ele procura então assemelhar-se ao pai para “ter” a mãe, escolhendo-o como modelo de comportamento, passando a internalizar as regras e as normas sociais representadas e impostas pela autoridade paterna. Posteriormente por medo do pai, “desiste” da mãe, isto é, a mãe é “trocada” pela riqueza do mundo social e cultural e o garoto pode, então, participar do mundo social, pois tem suas regras básicas internalizadas através da identificação com o pai. Este processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras de desejo e de identificação.

Fase fálica – a zona de erotização é o órgão sexual. Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto. Assinala o ponto culminante e o declínio do complexo de Édipo pela ameaça de castração. No caso do menino, a fase fálica se caracteriza por um interessse narcísico que ele tem pelo próprio pênis em contraposição à descoberta da ausência de pênis na menina. É essa diferença que vai marcar a oposição fálico-castrado que substitui, nessa fase, o par atividade-passividade da fase anal. Na menina esta constatação determina o surgimento da “inveja do pênis” e o conseqüente ressentimento para com a mãe “porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de Ter um filho.

Em seguida vem um período de latência, que se prolonga até a puberdade e se caracteriza por uma diminuição das atividades sexuais, como um intervalo.

Fase Genital – E, finalmente, na adolescência é atingida a última fase quando o objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo ao indivíduo – o outro. Neste momento meninos e meninas estão conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais.

O interesse de Freud sobre as aberrações sexuais fez com que ele escrevesse este livro com o intuito de discutir os desvios sexuais com respeito a seu objeto (pessoa de que procede a atração sexual) e a seu objetivo (ato a que visa o instinto sexual). Com o conceito de objeto sexual, Freud nos apresenta alguns comportamentos considerados como desvios sexuais, isto é, o comportamento dos invertidos – pessoas que têm sentimentos sexuais contrários (homossexuais), pode variar sob alguns aspectos, tais como : podem ser invertidos absolutos, podem ser invertidos anfigênicos, isto é, hermafroditas psicossexuais, ou ainda podem ser invertidos ocasionais. Com isto, Freud concluiu que os invertidos absolutos são frutos da degenerescência nervosa, porém, as outras duas formas de inversão, leva-o a supor que a constituição física originalmente bissexual tornou-se no curso da evolução, unissexual; contudo, alguns traços do sexo que se atrofiou ainda permanecem presentes.

A teoria do hermafroditismo psíquico pressupõe que o objeto sexual de um invertido é o oposto de uma pessoa normal. Com isto, explica-se o fato de a pulsão sexual ser independente de seu objeto e de a sua origem não se dever aos atrativos de seu objeto, portanto, considera-se alguns casos em que pessoas sexualmente imaturas (crianças) são escolhidas como objetos sexuais e há também casos em que animais são os objetos das relações sexuais, mas como aberrações esporádicas. Freud então, conclui que a natureza e a importância do objeto sexual recuam para o segundo plano, e o que é essencial e constante no instinto sexual é algo diverso.

Neste ensaio, Freud afirma que as perversões sexuais são atividades que se estendem além das regiões genitais que se destinam à união sexual, ou ainda se retardam nas relações intermediárias com o objeto sexual. O uso da boca como um órgão sexual é considerado uma perversão se a região oral entrar em contato com os órgãos genitais de outra pessoa. Ao que se refere ao ânus, Freud explicita que é a repugnância que define este objetivo sexual como perversão. O fetichismo também é considerado como uma perversão, por ser os substitutos inadequados (cabelos, pés, roupas…) para o objeto sexual. Qualquer fator externo ou interno que dificulte a realização do objetivo sexual normal se transformará em novos objetivos sexuais que irão substituir o objetivo normal. A escopofilia (prazer em olhar) torna-se uma perversão quando o olhar limita-se aos órgãos genitais. Porém, a perversão mais comum e significativa é o desejo de sentir ou fazer o outro sentir dor (sadismo/masoquismo), e geralmente ambas as formas estão presentes no mesmo indivíduo.

Freud discute as perversões em geral e afirma que o caráter patológico de uma perversão não reside no conteúdo do novo objetivo sexual, mas na sua relação com o normal. A pulsão sexual, portanto, tem que lutar contra algumas forças mentais que atuam como resistências, que na verdade são a vergonha e a repugnância. A pulsão sexual dos neuróticos só pode ser conhecida através da investigação psicanalítica. Segundo Freud, as psiconeuroses, a histeria, a neurose obsessiva, a neurastenia, a esquizofrenia e a paranóia se baseiam em fortes pulsões sexuais. Entende-se pulsão sexual como representante psíquica de uma fonte contínua de fluxo de estimulação que se estabelece por excitações isoladas. Surgem então, duas formas de excitações, e uma destas formas é especificamente sexual, isto é, o órgão em questão é a zona erógena da pulsão sexual que dela surge. O papel das zonas erógenas é óbvio no caso das perversões que designam a importância sexual aos orifícios anal e oral. Na histeria, o ânus e a boca, bem como as regiões vizinhas tornam-se o novo objetivo sexual. Na neurose obsessiva, os impulsos sexuais criam novos objetivos sexuais que parecem independentes das zonas erógenas. Já na escopofilia e no exibicionismo o olho corresponde a uma zona erógena, enquanto nos casos dos componentes da pulsão sexual que envolvem dor e crueldade (sadomasoquismo) a pele assume o novo objetivo sexual.

A psiconeurose aparece geralmente após a puberdade como resultado das exigências feitas pela vida sexual normal, ou mais tarde, quando a libido não consegue obter satisfação pelas vias normais. Neste ensaio, Freud afirma que a sexualidade dos neuróticos permanece ou regride a um estágio infantil.
O período de latência sexual na infância e suas interrupções são tratados neste ensaio, pois a partir disto o autor explica de forma acessível como se formam as forças mentais que após a primeira infância irão impedir o curso dos impulsos sexuais. Nesta fase são adquiridos componentes capazes de desviar as pulsões sexuais dos seus objetivos sexuais e sua orientação para novos objetivos, e este processo é chamado de sublimação, processo importante no desenvolvimento do indivíduo, que se inicia na latência sexual infantil.

Freud analisa as manifestações da sexualidade infantil e classifica três características como essenciais: a manifestação sexual na sua origem, está ligada a uma das funções somáticas, a manifestação ainda não é dirigida a um objeto sexual, é auto-erótica e o objetivo da manifestação sexual é dominado por uma zona erógena.

Uma zona erógena é uma parte do corpo que recebe estímulos e tem como consequência uma sensação de prazer. Há zona erógenas predestinadas, porém, ainda na infância o indivíduo pode estimular outras áreas que então passarão a atuar como zona erógenas exatamente como os órgãos genitais. O objetivo da sexualidade infantil consiste em ter prazer por meio de estimulação da zona erógena que foi selecionada, este prazer, segundo Freud, já deve ter sido experimentado anteriormente, criando a necessidade de repetição. Ainda na infância, os distúrbios intestinais, fazem com que a zona anal tenha excitações intensas. Sob a influência da sedução, afirma o autor, as crianças podem ser levadas a todas as espécies de irregularidades sexuais, isto mostra que a aptidão para as perversões existe de forma inata na constituição da criança. A vida sexual infantil exibe componentes que envolvem outras pessoas como objetos sexuais, tais como escopofilia, exibicionismo e crueldade. O impulso da crueldade domina uma fase sexual que é descrita por Freud como organização pré-genital.

A vida sexual infantil é essencialmente auto-erótica. Freud nomeia pré-genital a fase da vida sexual em que as zonas genitais ainda não assumiram seu verdadeiro papel. A primeira fase é a organização oral, a segunda fase é a pré-genital, onde ocorre a organização sádico-anal. A forma de organização sádico-anal pode persistir durante toda a vida.

A excitação sexual surge como reprodução de uma satisfação, através da estimulação das zonas erógenas ou como expressão de certas pulsões. Freud explica que as crianças sentem necessidade de atividades muscular e obtêm prazer em fazer estas atividades.

Com a chegada da puberdade, as mudanças se estabelecem para definir a sexualidade infantil. A vida sexual normal é definida quando o objeto e o objetivo sexuais se dirigem para a mesma direção.

Somente na puberdade as características femininas e masculinas são distinguidas. A puberdade tem como conseqüência um aumento da libido. A menina, durante a puberdade altera sua zona erógena, porém o menino mantém sua zona erógena primária inalterada desde a infância. A puberdade estabelece a prioridade das zonas genitais, simultaneamente, o fator psíquico completa-se com o processo de encontrar um objeto sexual.

Freud explica que as crianças durante, durante a fase de latência aprendem a sentir afeto por outras pessoas que satisfazem suas necessidades. Para Freud, as crianças se comportam como se a dependência das pessoas que cuidam delas possuísse a natureza de amor sexual. Para se ter uma vida sexual normal, uma das tarefas mais complicadas é escolher o objeto sexual, e essa escolha se voltar em direção ao sexo oposto.

Autor: Elaine Vieira de Souza