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Solo Leving: Do caçador mais.fraco a Monarca das sombras.

 


🎮⚔️ Solo Leveling: Do Caçador Mais Fraco ao Monarca das Sombras — O Fenômeno Que Virou Anime e Franquia de Games!

 

E aí, tudo bem? Se você curte histórias de superação, muita ação e aquele sentimento de “deixar todo mundo de boca aberta”, com certeza já ouviu falar de Solo Leveling! O anime que é sucesso total está disponível mesmo na Crunchyroll — com legendas e dublagem em português, inclusive 🇧🇷 — e já virou uma verdadeira febre, com jogos, continuações e até mais projetos a caminho. Vamos conhecer tudo sobre essa história que conquistou o mundo?

 

 

 

📖 Como tudo começou: a história do “pior caçador de todos”

 

A trama se passa num mundo onde, há alguns anos, surgiram “Portais” que ligam nossa realidade a dimensões cheias de monstros assustadores. Para defender a humanidade, pessoas especiais despertaram poderes e passaram a ser chamadas de Caçadores — classificados em ranks que vão do mais fraco (E) ao mais forte (S).

 

No meio disso tudo temos Sung Jinwoo, um jovem caçador de Rank E, conhecido como a “Arma Mais Fraca da Humanidade”. Ele mal consegue sobreviver nas missões mais simples, mas continua lutando para pagar o tratamento da mãe, que está em um sono profundo e misterioso, e ajudar sua irmã mais nova.

 

Tudo muda quando ele participa de uma expedição a uma masmorra que parecia fácil… mas escondia um perigo mortal: uma “Masmorra Dupla” de nível muito superior. Quase todo mundo morre, e Jinwoo fica à beira da morte — até que aparece uma mensagem que só ele consegue ver: “Você foi escolhido como Jogador do Sistema”!

 

Agora ele tem um poder exclusivo: pode evoluir e subir de nível infinitamente, como se fosse um personagem de videogame! Ninguém mais no mundo tem essa capacidade. Aos poucos, o caçador fraco vai deixando todos para trás, descobrindo segredos sobre o Sistema, os verdadeiros inimigos e se tornando temido por todos — até despertar o poder de Monarca das Sombras, capaz de invocar um exército inteiro de guerreiros derrotados com a frase icônica: “Levantem-se!”.

 


Além do anime, a história original é um manhwa (quadrinho coreano) escrito por Chugong e desenhado por Jang Sung-rak (Dubu), que bateu recordes de visualizações no mundo todo . Já temos duas temporadas do anime: a primeira lançada em 2024, e a segunda, Ergam-se das Sombras, em 2025 — ambas na Crunchyroll !

 

 

 

🎮 Não é só anime: a franquia invadiu os games!

 

E como a história já parece um jogo mesmo, não demorou para virar realidade:

 

- Solo Leveling: Arise: RPG de ação gratuito para celular, PC e consoles (PS5, Xbox Series), onde você revive a jornada de Jinwoo, usa as habilidades do Sistema e comanda seu exército de sombras.

- Solo Leveling: Arise Overdrive: Versão melhorada com gráficos ainda mais incríveis e modos novos, prevista para chegar aos consoles no final de 2026.

- Solo Leveling: KARMA: Jogo no estilo roguelite com combates dinâmicos e uma história inédita dentro do universo da série, que está sendo desenvolvido.

 


Ou seja: dá pra assistir, ler e também jogar sua própria versão da história! 🤩

 

 

 CFS.

[Resenha Filme] Precisamos falar sobre Kevin

Resenha de Filme

Assisti a este filme como indicação de uma amigo e gostei muito como o tema e bem polemico e abrange temáticas como desenvolvimento infantil  e psicopatia 




Precisamos falar sobre Kevin: um breve momento de reflexão
We need to talk about Kevin: a moment of reflection
Felipe Almeida Picon*


Baseado no best seller de Lionel Shriver e dirigido pela cineasta escocesa Lynne Ramsay (de O Romance de Morvern Callar de 2002), Precisamos falar sobre Kevin (We need to talk about Kevin, 2011) é um suspense psicológico que nos conduz pelas memórias de uma mãe, Eva, interpretada por Tilda Swinton (de Conduta de Risco (Michael Clayton de 2007), sobre o nascimento, desenvolvimento e fatídico desfecho de seu primogênito. O filme tem um curso entrecortado, por vezes lembrando o andamento de um pesadelo que, na verdade, é real. A narrativa mistura acontecimentos vividos por Eva após o evento catastrófico perpetrado por seu filho, com memórias desde antes de seu nascimento e imagens onde predominam a cor vermelha. Cinematograficamente brilhante, o filme injeta doses constantemente crescentes de tensão até a saturação de nossa capacidade de pensar e sentir, realizando com sucesso a transmissão das emoções dessa díade mãe-filho, em seu relacionamento vazio e violento.







Precisamos falar sobre Kevin pode ser pensado como uma grande tentativa de entendimento e reparação de uma mãe afogada em culpa pelos atos horrendos de seu filho. O livro que deu origem ao filme é uma obra de ficção que parece baseada nos fatos verídicos que aconteceram numa escola de ensino médio em Columbine, nos EUA, em 1999. Há semelhanças entre as duas histórias, mas aqui o ponto de vista é o da mãe, que busca um sentido para seu passado e presente. Vinda de uma carreira bem-sucedida como escritora de livros turísticos e uma vida exclusivamente a dois; desde antes do parto, a maternidade parece se configurar como um fardo muito difícil de ser carregado. Nosologicamente, é nítido que Eva encontra-se em uma profunda depressão pós-parto; contudo, o filme vai muito além disso, mostrando todos os desdobramentos do mórbido encontro entre características inatas e um ambiente pouco favorável.

Kevin, filho de Eva, vem ao mundo nos braços gélidos e inábeis de sua mãe devastada. O filme mostra as interações crescentes de violência entre os dois ao mesmo tempo em que entrecorta as imagens com tentativas da mãe de reparar, seja raspando a tinta vermelha jogada em sua casa após a tragédia, seja na infância de Kevin, quando tentava ser amável com ele. O desapego e desinteresse de Kevin pelo mundo fica nítido em diversos momentos e em situações de seu desenvolvimento. Kevin cresce com diversas manifestações de crueldade, desprovido de qualquer empatia, primeiramente contra sua mãe e depois contra seus colegas de escola. Os atos de violência são recíprocos e predominantemente substituem quaisquer outras formas de demonstração de afeto entre os dois. Seu relacionamento não é penetrado por ninguém, seja pelo pai, seja por outras pessoas, como o pediatra que o acha totalmente normal e outra médica, que comenta ser Kevin um menino muito corajoso. A ausência do pai é constante durante toda a história e mostra-se desde na sua incapacidade de dar-se conta da agressividade de Kevin em pequenos eventos da infância, sempre amenizando como "coisas que meninos fazem", até no auge de incentivá-lo à perfeição da prática da fatal arte do arco-e-flecha. A ausência e o vazio também ficam claros na ausência de limites em toda a criação de Kevin, explicitada da forma mais cruel quando ambos os pais acobertam o fato de Kevin ter supostamente causado a perda de um olho de sua irmã mais nova.



Ao mesmo tempo em que Kevin se relaciona com toda família de forma quase exclusivamente violenta, Eva é a única que de fato o conhece. Seu pai conhece apenas o lado agradável que Kevin faz questão de demonstrar em contraste com como se comporta com sua mãe. Eva é a única que percebe a maldade de seu filho, desde muito cedo, mas não consegue fazer nada para conter ou alterar seu curso. Ela relembra os inúmeros eventos perpetrados por Kevin e, de certa forma, se enxerga nele. Eva vê sua própria agressividade em seu filho e isso a imobiliza ainda mais. Mesmo quando sua maldade fica evidente, ninguém parece percebê-la. Kevin mistura crescente dissimulação, inteligência com requintes de crueldade e ao longo da história vai preparando sua mórbida obra-prima.





Precisamos falar sobre Kevin retrata a história de uma família que não consegue falar sobre Kevin, muito menos reconhecer a gravidade do comportamento dele, a não ser quando ele se torna um serial killer nacionalmente famoso. É um filme emocionalmente pesado que traz à tona inúmeras questões a serem discutidas do ponto de vista do relacionamento entre pais e filhos, da colocação de limites, da repercussão da dificuldade de comunicação de afetos entre mãe e filho, dos possíveis problemas decorrentes da depressão pós-parto e da dificuldade dos pais em entrar em contato com aspectos cruéis de seus filhos. Teria Kevin se beneficiado, assim como sua mãe, família e por final toda a sociedade, se suas dificuldades tivessem sido abordadas o mais cedo possível? Poderia uma abordagem terapêutica com foco na interação mãe-bebê ter alterado favoravelmente o curso de seu desenvolvimento? Qual seria o papel dos terapeutas, psicólogos e psiquiatras em situações como as descritas no filme? Até que ponto a ausência de um trabalho terapêutico focado no entendimento desse relacionamento e na expressão do afeto poderia ter alterado o desfecho fatal? Ainda não sabemos quanto do comportamento antissocial é decorrente do ambiente e quanto já é inato ao indivíduo. Essa angústia, infelizmente, seguirá conosco mesmo após o final do filme.


* Psiquiatra da Infância e da Adolescência pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre em Psiquiatria (UFRGS). Aluno de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da UFRGS.

Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Medicina da UFRGS. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Correspondência:
Felipe Almeida Picon
Rua 24 de Outubro, 850/207 - Bairro Independência
CEP 90510-000, Porto Alegre, RS, Brasil
(51) 9142-7079
felipepicon@gmail.com





podemos concluir com isso e o objetivo central deste filme e expressar a grande verdade que esta em seu nome, PRECISAMOS SOBRE KEVIN, revela o medo que o ser humano tem de confrontar seus medos o filme é um retrato frio da psicopatia infantil e do papel da família na questão do desenvolvimento, falar sobre kevin e falar dos problemas e buscar soluções para eles.


Fontes:http://mundodapsi.com
                 http://rbp.celg.org.br/detalhe_artigo.asp?id=76


Postado por CFS