[Yu Yu Hakusho] A volta de um clássico

A volta de um clássico mangá, em edição definitiva para colecionadores
Capa da nova edição brasileira
de Yu Yu Hakusho
Um grande sucesso do mangá está sendo republicado no Brasil, em formato mais fiel ao original japonês. É Yu Yu Hakusho, aclamada série de Yoshihiro Togashi, autor de Hunter x Hunter. A série se tornou conhecida pelo público brasileiro em 1996, quando sua versão em animê foi exibida pela extinta TV Manchete e havia grande euforia com desenhos animados japoneses graças à explosão dos Cavaleiros do Zodíaco dois anos antes. Anos depois, foi lançado por aqui pela Editora JBC o original em mangá, que agora volta às bancas em edição caprichada. O sucesso de Yu Yu Hakusho se deve, acima de tudo, a um personagem central muito carismático inserido em uma trama criativa e envolvente. 


Yusuke Urameshi é um jovem estudante de comportamento agressivo, preguiçoso e rebelde. Filho de uma mulher irresponsável e meio desmiolada que foi mãe aos 15 anos, (Yusuke tem 14 anos e a mãe, 29) Yusuke é temido por muita gente e visto como um rival a ser derrotado por valentões de gangues estudantis. Mas ele não é mau como imaginam e lá no fundo possui um forte senso de justiça, apesar de tudo indicar o contrário. 

Certo dia, vê um menino pequeno prestes a ser atropelado e se lança para salvá-lo. Consegue salvar a vida da criança, mas é atingido em cheio pelo carro e morre rapidamente. Rapidamente, seu espírito deixa o corpo e ele vê, atônito, o resgate chegar apenas para constatar que nada mais podia ser feito por ele. 

Sua morte é apenas o início de suas aventuras fantásticas, pois logo ele é contatado por Botan, uma graciosa "deusa da morte" (na visão japonesa), que o avisa que ele não só estava morto como também não tinha para onde ir. Acontece que seu gesto nobre fora tão surpreendente que o mundo espiritual não estava preparado para recebê-lo. Por isso, é dada a ele a chance de ressuscitar, desde que ele tivesse a paciência e nobreza de passar por um teste de caráter. No plano físico, a morte dele é sentida com mais intensidade e tristeza apenas por sua mãe e por sua amiga de infância Keiko, que o ama profundamente. 

Yusuke Urameshi: de bad boy
a herói do mundo espiritual
Decidido a voltar ao mundo dos vivos, Yusuke começa sua jornada para se tornar merecedor da dádiva, ajudando espíritos atormentados, seja de pessoas ainda vivas ou já falecidas e até mesmo animais. Aqui, vale lembrar que a série foi criada no Japão, país de maioria budista e xintoísta e tudo é feito dentro desss sistema de crenças envolvendo vida e morte, além de mesclar elementos mitológicos japoneses. É muito diferente da visão judaico-cristã que moldou o Ocidente e há até uma cena divertida onde Botan diz, durante uma conversa, que "O Sr. Cristo não é da nossa alçada...". 

Em sua jornada espiritual de redenção, Yusuke toma contato com histórias tristes e tocantes e se envolve profundamente para ajudar os que precisam, sem deixar de lado seu temperamento forte e impulsivo. E ele descobre, com grande surpresa, que seu rival de brigas Kuwabara não só tem sensibilidade espiritual como também é um sujeito leal e preocupado com os amigos. No futuro, será um grande companheiro de Yusuke em perigosas missões. 

Nessa primeira fase, há histórias fechadas dentro de um arco maior, mostrando pequenas pérolas cheias de sentimento. O título da série, inclusive, se encaixa melhor na primeira fase do que nas posteriores, pois uma de suas traduções possíveis é "Arquivos Fantasmas". Essa tradução foi usada como subtítulo nos EUA, que conheceu a série como Yu Yu Hakusho - Ghost Files quando o animê foi lançado lá pela distribuidora Funimation

Como já é sabido por quem acompanhou anteriormente, Yusuke não só ressuscita como também recebe poderes especiais e a missão de ser um Detetive Espiritual, um protetor das pessoas comuns contra entidades sobrenaturais malignas. Ao longo da saga, Yusuke conhece outros guerreiros, além de Kuwabara se juntar ao poderoso grupo. Com o tempo, as aventuras vão ganhando foco maior na ação e em grandiosas batalhas. Mas o início, totalmente focado no desenvolvimento do personagem principal, fez com que Yusuke se tornasse um herói de primeira grandeza. 

Em seu país de origem, Yu Yu Hakusho foi publicado na revista Shonen Jump entre 1990 e 1994, gerando 19 volumes. Uma posterior republicação com novas capas, ilustrações e trechos coloridos teve 15 volumes, pois cada um trazia mais páginas. 

A versão em animê: altas doses de ação
A versão em animê foi produzida pelo Studio Pierrot entre 1992 e 95, com 112 episódios. Também foram produzidos especiais de cinema em 1993 e 95, além de episódios para vídeo, sendo 2 em 1994 e mais 4 entre 1995 e 96. No Brasil, depois da TV Manchete, foi também exibido em outros canais, incluindo a TV Bandeirantes, Cartoon Network e Play TV. Entre 2006 e 2008, toda a série de TV foi lançada em DVD, pela PlayArte

Quando de seu lançamento original pela JBC em 2002, a série seguia o formato comum na época, que era o de meia encadernação (ou "meio tankobon"), impresso em papel jornal. Tudo para oferecer um produto o mais barato possível, pois havia ainda muita incerteza sobre a viabilidade, a longo prazo, de uma publicação de mangá no Brasil. Deu certo e a obra fechou completa, totalizando aqui 38 volumes. Hoje, com um mercado segmentado porém mais consolidado, a JBC resolveu relançar a obra, uma das mais importantes do gênero shonen (para rapazes). 

A nova edição de Yu Yu Hakusho vem em formato maior que o anterior, com papel de boa qualidade e o mesmo número de páginas e alinhamento de episódios da publicação japonesa original. Ainda, foi feita uma nova revisão da tradução e adaptação de texto, além de adequação à reforma ortográfica vigente. Com isso, uma obra marcante da mais importante publicação de quadrinhos japoneses ganha sua versão definitiva para o público brasileiro. 

- Yu Yu Hakusho tem formato 13,5 x 20,5 cm, com 200 páginas. Total: 19 volumes.
Preço: R$ 14,90
- Recomendável para maiores de 16 anos.


Fonte: blog sushi pop http://nagado.blogspot.com.br


[Resenha] Sete minutos depois da meia noite

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A produção, que começa como uma história comum de desabrochar da infância (o tal "coming of age", de que Hollywood tanto gosta), se revela uma tocante lição de vida sobre como lidar com o luto. 

Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. sua está muito doente, e submetida a rigorosos tratamentos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. 

A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. em meio a esta historia tão conturbada ele tem um pesadelo que o faz acordar em desespero todas as noites, exatamente às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias que para o garoto parecem não ter sentido. 

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O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a verdade. Baseado na ideia de Siobhan Dowd, 


Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.
Sete minutos depois da meia noite nos faz refletir sobre nossos medos, e faz com que expectador reflita de uma forma totalmente inusitada sobre sua própria realidade, 

afinal vão existir momentos em que todos teremos de enfrentar nossos medos.. e isto fica exposto de forma fantástica neste filme, que foi baseado no livro do mesmo nome. 
            
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沢村忠 Sawamu - A historia de


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adashi Sawamu é um arrogante lutador de caratê que um dia é desafiado a provar a força de sua técnica contra o boxe estilo tailandês (kick-boxe), que usa igualmente socos e chutes. O primeiro teste ele vence fácil, mas o grande desafio vem depois. Após uma humilhante derrota perante o campeão tailandês SomanSawamu resolve aprender aquele esporte que era, até então, pouco conhecido no Japão.

Sawamu, lenda dos ringues e da cultura pop
Orientado pelo técnico Endo e apoiado pelo empresário Noguchi, Sawamu torna-se uma lenda nos ringues do chute-boxe. Seu primeiro desafio é vencer Switton, o homem que vencera seu algoz Soman em apenas um round e dono de um potente chute giratório. A ele, seguem-se desafiantes como Bokotton - O Homem de Ferro e Ponshai Sheriakan, o temido Lagarto de Fogo, em combates cada vez mais difíceis.



Consagrado como campeão do oriente, Sawamu entra em conflito com seu outrora admirador, o jovem Shibata, que o considera um traidor da tradições japonesas, por ter abandonado uma luta de seu país para seguir uma arte marcial tailandesa. O destemido atleta luta para se manter no topo, e seu golpe mais forte é o Salto no Vácuo com Joelhada.


Assim é o resumo de Sawamu – O Demolidor, um animê que eu assistia no final da década de 1970 e começo da de 80, junto de meu avô, o saudoso “Mauro” Senkichi Uema. Hoje eu vejo como era incrível que um imigrante japonês já idoso gostasse de assistir a um animê. Mas não era um desenho qualquer. Sawamu tinha uma atmosfera mais madura, com histórias sérias e um lado filosófico bem elaborado. Meu avô elogiava as histórias e aquilo, para ele, era tão bom quanto muitos filmes que ele havia assistido. 

Em um episódio, o treinador Endo compara lapidar um bom lutador a cuidar de um bonsai. O desenho não seguia fórmulas e tinha personagens fortes e complexos. Claro que o que a garotada curtia era ver os combates, mas eles não aconteciam em todos os episódios e a série se sustentava por sua boa estrutura dramática. Mérito do roteirista Ikki Kajiwara, que adaptou para o mangá e depois para a TV, a vida do lendário atleta. Kajiwara é mais famoso em seu país por Ashita no Joe (Joe do amanhã, mangá/ animê sobre boxe recentemente transformado em filme live-action) e Tiger Mask

No Brasil, Sawamu fez grande sucesso na década de 1970 e isso causou o aparecimento de várias academias que estampavam o nome chute-box como chamariz, pegando carona na popularidade da série. 

O SAWAMU REAL E SUA PRESENÇA NA CULTURA POP JAPONESA

O verdadeiro Tadashi Sawamura nasceu no extinto estado de Manchukuo, região da Manchúria em 1943, mas fez sua vida no Japão como um dos maiores lutadores de todos os tempos. Como profissional de kickboxe, travou 241 lutas, com 232 vitórias, sendo 228 delas por nocaute. Foi campeão asiático de peso leve e peso médio, sendo uma lenda do esporte no Japão e em outros países do oriente. 

Sua popularidade o transformou em personagem de mangá e animê e também o levou a aparecer em O Regresso de Ultraman (1971). Em um episódio, o herói Hideki Goh sobe ao ringue para um treino com Sawamura e vai à lona com um belo chute. Quando assisti, era criança, mas na hora peguei que o Sawamura que treinou com Goh se referia ao Sawamu do desenho animado. Ele estava em plena atividade na época, tendo se aposentado em 1977. Hoje ele ainda é professor de artes marciais, mas está afastado da mídia. 

O Pokémon Hitmonlee,
criado originalmente como
Sawamuraa
Outra homenagem ao lutador, bem mais recente, veio em Pokémon. O monstrinho lutador Hitmonlee é conhecido por esse nome nos EUA e no resto do mundo como uma homenagem a Bruce Lee, mais famoso mundialmente. No original japonês, ele se chama Sawamuraa

Curta agora  abertura original de Sawamu, editada com a bela música em português e disponibilizada no YouTube por um colecionador. E pelo Twitter, o Sergio Martorelli (@martorelli) confirmou uma informação antiga, a de que essa música era de Sá, Rodrix & Guarabira. Foi uma parceria deles com o compositor Toré, autor da letra. Com todo o respeito à canção original, a brasileira é maravilhosa e casou perfeitamente com o clima de Sawamu.

Nostalgia não define o sentimento para com essa pequena obra de arte.


FICHA TÉCNICA
Título original: Kick no Oni (O Demônio do Chute)
Estréia no Japão: 02/ 10/ 1970 (TBS) 
Número de episódios: 26 
Criação: Ikki Kajiwara (história) e Kentaro Nakajiro (desenho)
Produção: Toei Animation
Emissoras no Brasil: TV Gazeta e TV Record


fonte:http://nagado.blogspot.com.br/2011/03/sawamu-o-demolidor-muito-alem-da.html





O que muda com a terceirizaçao

Alei da terceirização ja aprovada pela camara dos Deputados nesta quarta feira dia 27/03/2017, muda a forma como se trata a contratação de trabalhadores por empresas terceirizadas.  egera um grande medo aos trabalhadores pois ninguém  consegue entender o que nosso governo tende a fazer com isso. Em suma o projeto de lei flexibiliza a terceirização — quando uma empresa contrata trabalhadores por intermédio de uma terceira companhia — e regulamenta a prestação de serviços temporários. O texto-base foi aprovado por 231 votos favoráveis e 188 contrários. Agora, seguirá para sanção presidencial do presidente Temer que aja se posicionou a favor do projeto.
Entao a pergunta a ser feita em primeiro lugar é que muda com a aprovação deste projeto de lei.
A proposta flexibiliza a terceirização e regulamenta a prestação de serviços temporários. Ela amplia a possibilidade de oferta desses serviços tanto para atividades-meio (que incluem funções como limpeza, vigilância, manutenção e contabilidade), quanto para atividades-fim (que inclui as atividades essenciais e específicas para o ramo de exploração de uma determinada empresa). Hoje, a terceirização só é permitida para atividades-meio.
O que a lei permite?
A lei permite que todas as atividades que podem ser terceirizadas dentro de uma empresa, incluindo as atividades consideradas essenciais. Com isso, abre a possibilidade irrestrita para a contratação de terceirizados. Numa escola, por exemplo, os professores poderão ser contratados de forma terceirizada. Em um hospital, médicos e enfermeiros também poderão ser terceirizados. Até agora, as contratações eram limitadas a atividades como limpeza e segurança, que são consideradas atividades-meio.
O que a lei não permite?
A lei não altera direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias, décimo terceiro salário e hora extra. Além disso, o projeto de lei aprovado também impede que seja firmado um contrato de terceirização nos casos de existência de vínculo empregatício.
O que muda para o trabalho temporário?
Hoje, o trabalho temporário é permitido para períodos de até três meses. O projeto de lei aprovado amplia esse prazo para seis meses, prorrogáveis por mais 90 dias. Isso significa que os contratos terão prazo máximo de nove meses.
De quem é a responsabilidade sobre os direitos trabalhistas?
O projeto aprovado cria a responsabilidade subsidiária. No caso de não pagamento dos direitos trabalhistas, o trabalhador aciona na Justiça primeiro a empresa prestadora de serviço. Só se ela não comparecer é que o trabalhador pode acionar a companhia contratante. Um segundo projeto, atualmente no Senado, prevê a responsabilidade solidária, ou seja, compartilhada entre as prestadoras de serviços e as contratantes. Neste caso, cabe ao trabalhador escolher a quem acionar judicialmente.
O que acontece se a empresa terceirizada vai à falência?
No âmbito da responsabilidade subsidiária, o trabalhador que não recebeu seus direitos e vai à Justiça aciona primeiro a prestadora e no processo, já cita a contratante. Se a primeira empresa não pagar ou falir, a contratante tem que pagar.
A ampliação das atividades que podem ser terceirizadas vai trazer precariedade para o mercado de trabalho?
Especialistas estão divididos sobre o assunto. Alguns argumentam que a dicotomia entre atividade-fim e atividade-meio não se sustenta e que não há clareza sobre como classificar as atividades. Outros reconhecem o papel da terceirização, mas destacam que há riscos de que as relações entre empregados e empregadores fiquem mais frouxas e o trabalhador não tenha ganhos.
A aprovação da terceirização vai ajudar a criar empregos?
Antes da aprovação do projeto, no início da semana, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a lei seria positiva para o país na expansão de empregos. Para ele, as empresas têm resistido a contratar por causa da rigidez das leis trabalhistas. “Acredito que ajuda muito porque facilita a contratação da mão de obra temporária. Facilita a expansão dos empregos. Hoje muitas vezes a empresa resiste à hipótese de aumentar o emprego justamente por alguns aspectos de rigidez das leis trabalhistas. É importante para fazer com que funções temporárias ou em caráter não permanentes sejam viabilizadas”, disse o ministro. Há quem acredite, no entanto, que a permissão irrestrita para a terceirização não vai mudar o ânimo do mercado.
Podem ocorrer novas mudanças na legislação trabalhista?
Sim. Há um segundo projeto que trata de terceirização no Congresso, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2014, e estabelece mais regras. Há negociações para que este segundo texto também siga adiante. A ideia do governo é juntar as duas propostas para regulamentar o processo de terceirização, numa espécie de mix.
Este texto prevê a obrigatoriedade para que empresas contratantes retenham na fonte impostos e contribuições de todos os profissionais prestadores de serviço. A legislação atual determina a retenção na fonte somente nos contratos de cessão de mão de obra, como atividades de cessão de mão obra, como atividades de vigilância, limpeza e informática. Aprovado pelo Senado, o texto também seguirá para sanção.

Fonte:http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/03/entenda-o-que-lei-da-terceirizacao-vai-mudar-na-sua-vida.html