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Hinos e cifras - a melhor coisa que eu ja fiz
G D
De Tanta Coisa, Que Andei Fazendo
C G
De Quase Todas, Me Arrependi
G7 C
Mas Ouve Uma, Especial
G D G
Foi a Mais Certa, Que Escolhi
(refrão)
G Em
A Melhor Coisa, Que eu Já Fiz
Am D
Em Toda Minha Vida, Salvou-me Por Um Triz
G G7 C Cm
Em Aceitar Jesus, Sinceramente Foi
G D G
A Melhor Coisa, Que eu Já Fiz
G D
Coisa Erradas, Andei Fazendo
C G
Na Condição, De Pecador
G7 C
Mas Quando Achei-me, Desfalecendo
G D G
Tomei a Decisão, Que Me Salvou
(refrão)
G Em
A Melhor Coisa, Que eu Já Fiz
Am D
Em Toda Minha Vida, Salvou-me Por Um Triz
G G7 C Cm
Em Aceitar Jesus, Sinceramente Foi
G D G
A Melhor Coisa, Que eu Já Fiz
Ozeias de Paula
Título: Os Lusíadas
Autor: Luíz de Camões
Editora: Nova Cultural
Páginas: 398
Luís Vaz de Camões é um dos literatas mais famosos do mundo. E não é pra menos!
Camões foi poeta e soldado. Foi exilado na África e na Ásia, onde conheceu sua donzela Dinamene.
Essa é uma obra nacionalista com:
8816 versos decassílabos
1102 estrofes em oitava rima
10 cantos (capítulos)
A narrativa começa in medias res (ao meio do caminho).
Essa obra contém deuses, marinheiros, descobrimentos e etc.
Vênus apoia os portugueses, pois os compara aos romanos. Já Baco é contra os portugueses, pois é o deus do Oriente.
Nesse livro há alguns cantos importantes.
Canto III – Inês de Castro
Esse talvez seja um dos mais famosos =)
Vasco da Gama é narrador. E faz uma narrativa histórica do país.
No século XIV o rei D. Afonso IV tinha um filho chamado Príncipe D. Pedro. Inês de Castro era a dama de companhia da mulher de D. Pedro. Vasco da Gama nos conta que Inês de Castro e o príncipe se apaixonaram. No entanto, após várias coisas Inês de Castro é assassinada.
Canto IV – Velho do Restelo
Vasco da Gama nos conta que quando estavam para zarpar no cais do Restelo, em Portugal, um velho começa a discursar contra o expansionismo, o mercantilismo realizado pelos portugueses. É um discurso crítico e extremamente pessimista.
Fernando Pessoa, outro gênio da literatura portuguesa, fez um poema chamado “Mar Português”. Esse poema faz referência ao episódio narrado por Vasco da Gama.
Fernando Pessoa – Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Existem outros 3 cantos que eu considero muito importante que são: Canto V – Gigante Adamastor, Canto IX – Ilha dos Amores e o Canto X – Epílogo.
No final de todos os cantos há reflexões =)
Camões e Os Lusíadas são muito mais do que um singelo post, mas espero ter instigado vocês a ler e conhecer um pouquinho sobre essa épica obra.
“Com centro na narrativa da viagem de Vasco da Gama até as Índias, Camões conta a história do povo português, utilizando-se da estrutura clássica do poema épico. "Os Lusíadas" é, acima de tudo, uma declaração de amor de Camões à sua adorada terra lusitana.”
Esse foi um livro que me deixou com certa ressaca literária. Acabei dedicando mais tempo e esforço a essa leitura do que havia planejado.
"Os Lusíadas" narra as aventuras marítimas de Vasco da Gama e seus companheiros em uma busca pelas Índias. É uma obra poética, inteiramente escrita em versos e dividida em 10 cantos. Luiz Vaz de Camões alcançou a perfeição poética escrevendo 1102 estrofes com oito versos decassílabos. Imagine escrever 8816 versos com exatamente dez sílabas poéticas cada um, deve ter sido um trabalho e tanto! E pra complicar mais ainda, as estrofes seguem um padrão de rimas no formato AB AB AB CC, que em momento algum é quebrado.
Logo no início da obra, já se encontra algo inusitado: dois documentos anexos antes do primeiro canto. O primeiro, "Alvará Régio da Edição de 1572", é uma liberação para publicação da obra e proibição de venda sem permissão. O segundo, "Parecer do Censor do Santo Ofício na Edição de 1572", é o aval da inquisição para divulgação da obra. Essas informações nos trazem uma visão mais ampla do contexto em que o livro foi escrito, nos situando, de certa forma, no ambiente.
O enredo não se detém apenas no mar, a história de Portugal é contada através de relatos dos personagens. Durante todo o tempo, o povo português é louvado e aclamado. Grandes feitos são descritos na voz de um narrador que se diz o mais realista possível.
Apesar do cristianismo português daquela época, a presença da mitologia greco-romana é constante, os deuses interferem em vários pontos nos acontecimentos e o próprio autor invoca as ninfas em busca de inspiração. Até no documento de liberação dado pela inquisição esses deuses são citados, mas são considerados “demônios”.
"Toda via como isto he Poesia & fingimento, & o Autor como poeta, não pretende mais que ornar o estilo Poetico não tivemos por inconveniente yr esta fabula dos Deoses na obra, conhecendoa por tal, & ficando sempre salva a verdade de nossa sancta fe, que todos os Deoses dos Gentios sam Demonios."
Para se entender o conteúdo, é fundamental lembrar que o texto deve ser lido obedecendo a pontuação e não as quebras de linha. Dando um efeito mais corrido, mais fluido. Não é algo que eu recomende para passar o tempo, para uma leitura de fim de semana. É uma obra que exige dedicação. Esse é um livro para ser lido com calma. Meu conselho é não abrir mão de uma edição com notas, para ir analisando o significado de cada expressão. Conhecer um pouco da história de Portugal e de mitologia greco-romana também ajuda muito na compreenção.
Beleza poética incrível, enredo compreensível e belas histórias. A obra prima da literatura portuguesa.
Esse foi um livro que me deixou com certa ressaca literária. Acabei dedicando mais tempo e esforço a essa leitura do que havia planejado.
"Os Lusíadas" narra as aventuras marítimas de Vasco da Gama e seus companheiros em uma busca pelas Índias. É uma obra poética, inteiramente escrita em versos e dividida em 10 cantos. Luiz Vaz de Camões alcançou a perfeição poética escrevendo 1102 estrofes com oito versos decassílabos. Imagine escrever 8816 versos com exatamente dez sílabas poéticas cada um, deve ter sido um trabalho e tanto! E pra complicar mais ainda, as estrofes seguem um padrão de rimas no formato AB AB AB CC, que em momento algum é quebrado.
"No mar tanta tormenta e dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?"
(Canto I - Estrofe 106)
Logo no início da obra, já se encontra algo inusitado: dois documentos anexos antes do primeiro canto. O primeiro, "Alvará Régio da Edição de 1572", é uma liberação para publicação da obra e proibição de venda sem permissão. O segundo, "Parecer do Censor do Santo Ofício na Edição de 1572", é o aval da inquisição para divulgação da obra. Essas informações nos trazem uma visão mais ampla do contexto em que o livro foi escrito, nos situando, de certa forma, no ambiente.
O enredo não se detém apenas no mar, a história de Portugal é contada através de relatos dos personagens. Durante todo o tempo, o povo português é louvado e aclamado. Grandes feitos são descritos na voz de um narrador que se diz o mais realista possível.
Apesar do cristianismo português daquela época, a presença da mitologia greco-romana é constante, os deuses interferem em vários pontos nos acontecimentos e o próprio autor invoca as ninfas em busca de inspiração. Até no documento de liberação dado pela inquisição esses deuses são citados, mas são considerados “demônios”.
"Toda via como isto he Poesia & fingimento, & o Autor como poeta, não pretende mais que ornar o estilo Poetico não tivemos por inconveniente yr esta fabula dos Deoses na obra, conhecendoa por tal, & ficando sempre salva a verdade de nossa sancta fe, que todos os Deoses dos Gentios sam Demonios."
Para se entender o conteúdo, é fundamental lembrar que o texto deve ser lido obedecendo a pontuação e não as quebras de linha. Dando um efeito mais corrido, mais fluido. Não é algo que eu recomende para passar o tempo, para uma leitura de fim de semana. É uma obra que exige dedicação. Esse é um livro para ser lido com calma. Meu conselho é não abrir mão de uma edição com notas, para ir analisando o significado de cada expressão. Conhecer um pouco da história de Portugal e de mitologia greco-romana também ajuda muito na compreenção.
"Porque o amor fraterno e puro gosto
De dar a todo lusitano feito
Seu louvor, é somente o pressuposto
Das Tágides gentis, e seu respeito;
Porém não deixe enfim de ter disposto
Ninguém a grandes obras sempre o peito,
Que por esta ou por outra qualquer via,
Não perderá seu preço e sua valia."
(Canto VII - Estrofe 100)
Beleza poética incrível, enredo compreensível e belas histórias. A obra prima da literatura portuguesa.
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